+ Valores na Administração

Administrando no Século XXI

Posted by Sidnei em 15/04/2013

ATENÇÃO: Dentro de alguns dias o blog terá links de palestras inéditas. Inclusive do Haroldo Dutra Dias.

Aguardem…

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Arrogância empresarial existe?

Posted by Sidnei em 09/07/2011

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Em recente visita a locadora, procurando um filme diferente, pois todos os lançamentos já estavam alugados, me deparei com um que me chamou a atenção nele confiei e tirei uma boa lição. O filme é “Maldito futebol clube”. Um belo filme que trata de um assunto que a maioria adora: Futebol. E conta a história real de Brian Clough,um simples técnico de um simples time da segunda divisão da Inglaterra chamado Derby County. A história se resume numa evidente perseguição de superar um adversário que o magoou muito no passado, transformou isso em ambição, depois em superação, passou para vitória, em seguida a fama, e aí veio a grande queda baseada no sentimento de arrogância e desprezo pelo próximo. Todos esses formam um conjunto, quase certo, de queda eminente para qualquer pessoa e qualquer empresa. Quantos casos temos de jogadores que saíram do nada, superou dificuldades sociais e financeiras, fez sucesso em um grande time, e depois almejou a Europa, jogar num time de renome e ter muito dinheiro, e conseguiu! Só que na vida temos que ter objetivos e metas espirituais também, porque quantos desses após lograrem o sucesso, a qualidade do futebol começou a cair? (Não olhem para o flamengo!). A meta foi cumprida – OK! E depois? Um sentimento de arrogância pode invadir o ser e simplesmente passa a desprezar o próprio talento e a todos que estão em volta.

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Quando acontece com empresas a queda é maior, pois pode levar pessoas inocentes com elas. Já citamos o caso da Motorola e de como ela caiu. Podemos citar também a HP, xx, yyy. Por tudo isso eu levanto a teoria de que todas as atitudes que um líder deve ter a mais importante é HUMILDADE. Em novembro de 2010 a revista empresarial Você S/A publicou uma reportagem contendo 8 atitudes decisivas para fazer sucesso: Comunicação, significado, poder de análise, didática, conexão, otimismo, alta energia, engajamento. Muito bem… eu pergunto e para manter isso tudo? O que você precisa? Humildade. A reportagem, repito eu, diz “8 atitudes para fazer sucesso” e para manter sucesso? Precisa da virtude mais humilde de todas. Fazer sucesso existem n receitas, como conseguir uma promoção x receitas, e será que acaba aí?

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Digo por experiência que conseguir objetivos desse estilo é o mais fácil, mantê-los é o mais desafiador! E você irá precisar de uma vacina com uma dose cavalar de “Humildade”. Ninguém consegue se manter por tanto tempo no topo, se menosprezar a concorrência, a opinião de um colaborador, a visão de uma consultoria (eu aí!). Por isso, coloquem suas barbas de molho e pratiquem a caridade que é um belo exercício de humildade.

Fica a dica do filme – Maldito Futebol Clube!

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Para que as empresas existem?

Posted by Sidnei em 03/07/2011

Você já parou para perguntar, porque as empresas existem? É uma pergunta que no mínimo você vai levar um tempo para responder, e absolutamente não vai ter certeza da resposta. Me deparei com essa questão filosófica e fiquei divagando na finalidade de trilhões de empresas vivas no mundo.

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Analistas financeiros, acionistas e executivos responderam que as empresas existem principalmente para proporcionar retorno financeiro.

Economistas podem dizer que as empresas existem para fornecer produtos e serviços e assim tornar a vida humana mais fácil e agradável.

Políticos, por sua vez, parecem acreditar que as empresas existem para servir ao bem comum: criar empregos e assegurar uma plataforma econômica saudável para todos.

Outros poderão dizer que é simplesmente “servir ao cliente”.

Em vista de tantas respostas, recorri ao meu preferido Best Seller: A Empresa Viva de Arie de Geus. Ele discute muito esse assunto, até porque no meu ponto de vista (e no dele também) estamos falando do conceito “Empresa Viva”. E como todo organismo vivo ela existe primeiramente para procurar sua própria sobrevivência e seu desenvolvimento(entenda: conhecimento holístico interno e externo), depois realizar o máximo de seu potencial e crescer espiritualmente o máximo possível.

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As teorias acima da razão existencial das empresas tornam-se secundárias, ela não existe unicamente para retorno financeiro, ou para os clientes ou para gerar empregos, da mesma forma que eu e você não existimos unicamente em função do emprego em que trabalhamos, ou da carreira. Nós somos uma entidade viva e única em todo o universo. Nós existimos para: sobreviver e prosperar. O trabalho é um meio para chegar a esse fim! Entendeu?

Pensemos o seguinte: se propusermos que a verdadeira finalidade de uma empresa viva é sobreviver e prosperar a longo prazo, então as prioridades da gestão dessa empresa são muito diferentes dos valores apresentados na maior parte dessa “moderna” literatura consumista de práticas e métodos de reduzir custos ou cortar os pulsos! Os grandes gestores e CEO´s tomam decisões como se a empresa fosse um ser finito e de curta duração, não se preocupando com o que irá acontecer daqui a cinco ou dez anos.

Você não dirige a sua vida projetando só o dia de hoje, mas sim vislumbrando um futuro agradável, uma situação estável e coisas desse tipo.

Saímos da era do capital, passamos para a era do conhecimento e estamos agora na era espiritual.

O objetivo da empresa é prosperar o máximo possível explorando todo o potencial dos colaboradores, alinhando objetivos pessoais a objetivos globais.

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Só os ditadores saem pela porta de trás

Posted by Sidnei em 08/05/2011

imageEm recente experiência em uma empresa conceituada no mercado, presenciei a saída de belo exemplar “chefe” à moda antiga. Tido por todos como um chefe ditador, aquele que sabe tudo e não conhece nada, e as ordens são dadas com muita arrogância e obedecidas com muito medo. Estava o mesmo a frente de um grande projeto que iria modificar por completo o seu setor ao mesmo tempo ganhando uma enorme força dentro da empresa. A medida que o projeto ia se contruindo o ditador ia cada vez mais se inchando de poder e ostentação. Pouco antes da grande empreitada se materializar, e lembrando que o mundo é uma esfera logo dá muitas voltas, eis que surge um elemento imprevisto, o dono da empresa simplesmente retira todo o projeto da mão do mesmo e o transfere para uma outra pessoa, e ainda por cima dá ínicio a obra planejada! Pude presenciar em loco a sua reação! Muito chateado e aborrecido e xingando todos vendo que perdera tanto poder e a admiração do chefe da empresa, simplesmente se retirou pela porta de trás! Saiu sem falar com ninguém deixando um grande suspense sobre o seu futuro como chefe. Tristeza dele, alegria de muitos! Como se fosse o próprio Kadafi deposto a alegria da sua “população” foi uma só! Em uníssono o setor exaltava a decisão tomada e a retirada do ditador! Fiquei pensando sobre essa experiência e pergunto: para que tanto tempo perdido com a arrogância? Para que tanto orgulho sustentado? Porque a grande falta de humildade? O poder de um ditador é identico a segurar areia nas mãos, por mais malabarismo que se faça o último grão irá cair uma hora ou outra. E assim foi.

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Fiquei imaginando se ele tivesse tomada outras atitudes, tipo uma pessoa que escutasse a opinião dos seus colaboradores, ou pessoa que conversasse com todos e se esforçasse para ter empatia. Com certeza o sentimento do grupo com sua saída seria outro totalmente diferente! Pense nisso e não se iluda com o poder!

Abraços

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Em recente dinâmica no MBA de Gestão de Negócios

Posted by Sidnei em 06/04/2011

            Em recente dinâmica no MBA de Gestão de Negócios, o Mestre das finanças, nosso professor Fabrício, nos colocou em uma situação que me fez lembrar muito a situação das mortes das empresas. A dinâmica se baseava em dividir a turma em cinco grupos, e cada grupo recebeu a mesma quantia em dinheiro para investir em produções cinematográficas, e a cada estrela que você colocava no filme mais dinheiro o grupo desembolsaria, sendo que esse número varia de um a cinco estrelas. E ainda tinha o fator “sorte”, onde era jogado um dado e o número seria multiplicado dentro de uma fórmula para saber se obteve lucro com aquele filme. Ou seja, você poderia investir muito dinheiro num filme colocando estrelas, mas poderia não ter retorno sobre o investimento. Muito bem, logo na primeira rodada um grupo teve sorte e faturou muito, deixando os demais para trás. E foi assim até a penúltima rodada, num total de cinco. Vários comentários desse grupo eram registrados pela turma, como: “não precisamos jogar mais!”, “iremos ficar uma rodada sem jogar!”, “alguém quer dinheiro emprestado?” e por aí vai, numa total arrogância e desprezo pelos outros. Estando o meu grupo muito abaixo, decidimos apostar todo o nosso dinheiro, era tudo ou nada!Mas como o fator “sorte” os ajudou nas primeiras jogadas, na última os abandonou totalmente. E numa virada incrível o seleto grupo dos arrogantes ofereceu o primeiro lugar para a gente, e o que foi bem aceito. Simplesmente menosprezaram todo o resto da turma e acabaram ficando em segundo plano.

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Mas o que eu quero trazer é o exemplo do mundo circunscrito das paredes nessa dinâmica e o que acontece fora de sala. Empresas que se encontram em um patamar muito confortável e tratam o mercado, concorrentes e stakeholders a seu bel prazer. Experiências como essas podem ser muito bem encontradas no Best Seller de Jim Collins: Como as gigantes caem. Autor do também Best-seller Empresas feitas para vencer, ele descreve nesse livro cinco etapas do declínio corporativo. E a primeira delas se denomina: O excesso de confiança proveniente do sucesso. Também chamado de Desprezo Arrogante! Na prática já aconteceu com muitas empresas e descrevo aqui o acontecido com a Motorola.

clip_image001[5]clip_image001Alguém se lembra pelos anos de 1995 o famoso celular da Motorola: StarTAC, com seu design elegante? Era um sucesso no Brasil. E ao mesmo tempo foi instrumento de uma queda quase mortal para a empresa. O StarTAC usava tecnologia analógica justamente quando as operadoras de telefonia sem fio começavam a demandar tecnologia digital nos Estados Unidos. E como a Motorola reagiu a isso? Simplesmente negou a “ameaça digital”. Usou práticas agressivas com as operadoras de telefonia móvel: Se vocês quiserem o incrível aparelho StarTAC, 75% dos seus telefones tem que ser Motorola, com vendedores exclusivos, dizia o pessoal da Motorola. O que não foi aceito pelas empresas de telefonia móvel. A arrogância da Motorola abriu espaço para a concorrência, e ela caiu de fabricante número 1 de telefones, tendo mais de 50% do mercado, para apenas 17% em 1999. No começo do ano 2000 a Motorola tinha 147 mil empregados, no fim de 2003, o número caíra para 88 mil.

São exemplos como esse que demonstram claramente, que quando a empresa começa a se sentir confortável em ditar as regras do jogo, aí pode estar o principio do fim. Por competências e reestrutura a Motorola voltou ao mercado, mas nunca como foi na década de 90.

Os outros estágio comentaremos nas próximas semanas.

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…Obama only please!

Posted by Sidnei em 30/03/2011

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A frase é imaginária é claro, mas a simpatia do Presidente dos Estados Unidos não! Ele realmente mostrou caracteristicas de um verdadeiro líder do carisma em sua visita no Brasil. Não iremos colocar aqui os conceitos políticos e os problemas internos de Estado, mas sim a capacidade de ser uma pessoa tão importante e mesmo assim não perder em simpatia e bom humor! Foi um grande exemplo, desde a conversa bem humorada com a Patricia Amorim até a introdução do seu discurso em português, o que demonstra que ele se importa em ser bem aceito pelo público estrangeiro. O ponto que eu quero chegar é exatamente a distância que determinados “chefes” se colocam diante dos seus liderados. Quantos “donos”, “chefes”, “patrões” procuram construir um altar onde eles se colocam sem levar em consideração o respeito e a política de ser bem aceito.

imageTenho visto muito isso hoje em dia, por incrível que pareça!! Presenciei casos em que na véspera de Natal, nem se quer o chefe desejou, a sua equipe que passou todo o ano trabalhando com ele, um ótimo Natal, um Feliz Ano Novo, preferiu até sair por outros caminhos para não encarar a própria equipe! Consciência de culpa? Imaturidade? Prepotência? Ou simplesmente ignorância?! Quanto poder está na mão de um Presidente dos Estados Unidos e mesmo assim ele lembrou de ser carismático e simpático.

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O Mundo está mudando (graças a o bom Deus), não só nas estruturas climáticas e tectônicas, mas na base de toda a estrutura moral conhecida. Os ditadores estão caindo, o mundo não está comportando o comportamento e atitudes de alguns! Mude ainda há tempo.

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Se a empresa é um ser vivo, como é esse ser?

Posted by Sidnei em 16/01/2011

Interessante definir essa teoria, na análise dessa pergunta. No conceito de Arie de Geus, as organizações empresariais nascem, amadurecem e morrem(quase a maioria), mas algumas continuam sobrevivendo por 50, 100 e mais de 200 anos conforme já descrevemos. Nesse aspecto ela então se parece com um ser humano! Mas não terminamos aí a comparação. Adentremos então em outra área…

imageWilliam Stern fundou a escola de pensamento chamada personalismo. Stern tornou-se com sua esposa Clara, um dos pioneiros da psicologia infantil dirigindo uma clinica e publicando vários trabalhos sobre a linguagem infantil. Foi um precursor de Jean Piaget. Em 1933 ele sua esposa foram vítimas da perseguição nazista, livros queimados e clínica fechada, mudaram-se para os Estados Unidos e em 1938 William Sterm morre, cinco anos após o seu exílio. Mas Stern deixou uma boa literatura sobre a observação do ser humano.

Para [Stern], a psicologia era simplesmente uma estrada que levava ao entendimento do homem e, por conseguinte, ao entendimento do universo.

Para Stern, cada ser vivo tem um todo único, com um caráter próprio, que denominou persona . Um ser vivo só poderá ser entendido se aquela persona tornar-se evidente. A persona é a essência do ser vivo. Ela é parte do mundo maior, embora separada por sua “membrana” – e tornada distinta como um nimimundo em si, dotada de valores e experiências próprias (comum as empresas!!). A persona representa a combinação de corpo e alma.

A comparação ser vivo e empresa, agora se tornam mais evidentes. Observem as características de que Stern defendia e verifiquem se não podemos dizer que valem para as empresas:

 

 

 

. A persona é orientada a objetivos – ela quer viver o máximo de tempo que puder e realizar o desenvolvimento de seu potencial a partir de seus talentos e aptidões.

. Ela é consciente de si mesma – uma persona pode se perceber como “eu”, embora seja composta de partes e elementos, os quais são em si mesmos personae. Por sua vez ela pode fazer parte de uma entidade maior (mundo corporativo!), como o soldado faz parte de seu pelotão, o pelotão faz parte da companhia, a companhia faz parte do exército esse de uma nação.

. Ela esta aberta para o mundo externo – elementos de fora – tais como alimento, bactérias, poeria, luz e vibrações, adentram e interagem constantemente o ser humado (stakeholders!!).

. Ela é viva, mas seu tempo de vida é finito – um dia ela nasce e um dia morrerá.

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Aí esta a resposta para a nossa pergunta!

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A Empresa Viva? 2?

Posted by Sidnei em 08/01/2011

Temos que lembrar que o Sr. Arie, trabalhou por 35 anos na mesma empresa, passou por diversas crises, esteve na gerência de alguns países, principalmente os emergentes, por isso temos que lhe dar bastante credibilidade na sua opinião e em seu livro a Empresa Viva. Como disse anteriormente nesse mês estarei comentando itens importantes dessa obra, livro esse que deve ser estudado por todos!

“Aprendizado começa com a percepção”, é com essa frase que ele inicia o capítulo 2 – A memória do futuro. Percepção nesse caso quer dizer, possuir a sensibilidade, saber agir, ter a presciência do mercado e daquilo que a empresa quer. Imagine as suas últimas decisões em termos de aprendizado, ou do último curso que você fez, quais foram os motivos que lhe levaram a adquirir esse ou aquele conhecimento? Dentre as respostas imagináveis, todas podem se basear no simples fato de ter observado algo de interessante, somou com a sua capacidade e decidiu investir o seu tempo e dinheiro nesse aprendizado, e ainda imaginando o resultado que obteria com isso. Da mesma maneira as empresas agem (já que a empresa é um ser vivo!), para sobreviver e prosperar em um mundo volátil, tem que ter uma gerência sensível ao meio ambiente.

Quando a empresa decide aos poucos mudar o rumo do seu negócio, significa que ela está se modificando interiormente, é uma decisão desafiadora, mas o mais importante é que houve essa análise. Esse é um segredo das empresas longevas! Observe a DuPont: seu portfólio de negócios mudou, no decorrer do tempo, da pólvora para os produtos químicos e hoje possui uma vasta gama de negócios. (http://www2.dupont.com/DuPont_Home/en_US/index.html).

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A maiorias das empresas longevas haviam antecipado a necessidade de mudar, no mínimo uma vez durante a sua vida. Essas oportunidades de mudança vieram de uma crise, ou uma ameaça proveniente do ambiente de negócios( concorrente, novas tecnologias,…). Essas empresas pareciam ter uma capacidade inata de explorar essas crises e transformá-las em novos negócios. Frequentemente observou que alguém de dentro da empresa teve a percepção da iminência da crise, porém não como uma crise, mas sim como uma nova oportunidade, uma rota alternativa para o crescimento e a rentabilidade da empresa. A empresa remodelou seus objetivos e métodos de modo a ficar em sintonia com as demandas do mundo. E a DuPont se encaixa novamente nesse perfil, vejam sua história.

História da DuPont : http://www2.dupont.com/Media_Center/pt_BR/fact_sheet.html

Arie de Geus verifica que existem quatro fatores que diferenciam a Empresa Viva:

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01 – Aprendizado – sua capacidade de adaptação ao mundo exterior;

02 – Persona – Seu caráter, sua identidade e seus valores;

03 – Ecologia – sua forma de se relacionar com as pessoas e instituições, dentro e em torno se si mesma;

04 – Evolução – Seu desenvolvimento no decorrer do tempo.

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A Empresa Viva?

Posted by Sidnei em 04/01/2011

clip_image002Um excelente livro para desfrutar nessas férias de janeiro é o Best Seller de Arie de Geus – A Empresa Viva. Arie de Geus trabalhou na Shell por 38 anos (!) em três continentes, foi responsável pelos negócios da Shell na África, Ásia, Holanda e no Brasil, chefiou a área de planejamento de Grupo que desenvolveu um trabalho pioneiríssimo em planejamento por cenários. Hoje percorre o mundo levando sua experiência em palestras e consultorias.

Nesse livro ele demonstra que a empresa é um ser vivo: nasce, cresce, amadurece e o mais importante – Aprende! No mundo da gestão do conhecimento ele é considerado o pai da teoria “A Empresa que Aprende”. Sem dúvida, esse é um dos mais formidáveis livros que já li em termos de administração, não só de empresas mas de pessoas, e tenho a satisfação de relatá-lo no meu blog nesse mês.

Para desenvolver a sua idéia ele utiliza a teoria do emérito suíço e pioneiro da educação Jean Piaget, que propôs que existem dois tipos de aprendizado: Assimilação e Acomodação:

· Aprender por assimilação significa absorver informações para as quais o aprendiz já possui estruturas montadas que possibilitam reconhecer e dar o significado ao sinal. O aprendiz consegue facilmente perceber, assimilar e agir com base nessa informação. Exemplo dos bancos que já possuem todas as estruturas e procedimentos para dar significado ao sinal do mercado financeiro e da economia, eles chegam a suas conclusões e, com base nessas informações agem. A instituição em todos os níveis está pronta para assimilá-lo. Já possui uma memória do passado ou do futuro na qual essa informação se encaixa. Esse é o tipo de aprendizado da grande maioria das empresas.

· Aprender por acomodação, nesse aprendizado você passa por uma mudança estrutural interna em suas crenças, idéias e atitudes. Trata-se de um processo fundado na experiência, pelo qual você se adapta às mudanças do mundo por meio de experimentos profundos dos quais participa plenamente, com toda a sua inteligência e alma! Nem sempre você saberá o resultado final, mas estará ciente de sairá diferente do outro lado. Esse aprendizado faz você crescer, sobreviver e desenvolver seu potencial. Alguém que tenha passado determinado tempo pelo serviço militar, por exemplo, com certeza deixara de pensar ou agir da mesma forma que antes!

imageOs perigos do aprendizado por assimilação é que são lentos, impedem opções, não são flexíveis, dependem do aprendizado pela experiência, e o mais crucial…geram medo.

As empresas bem sucedidas adotam o aprendizado por acomodação. Elas encontram maneiras de responder bem a sinais de mudança no meio ambiente empresarial ao mudar sua própria estrutura interna. É só verificar as empresas longevas – Sumimoto fundada no Japão em 1590, Shell fundada na Holanda em 1880, DuPont, Kodak, Siemens… o que levou que essas empresas vivessem mais de 100 anos? Com certeza existem pontos de vistas diferentes para esses casos, mas todos concordam que a coesão e a agilidade em dar resposta as ações externas foram decisivas.

Se tomar decisões é aprender, então todas as empresas aprendem o tempo todo. Não existe necessidade de “construir” uma organização que aprende. Sua empresa já é uma organização que aprende. Mas as tradicionais formas consagradas pelo tempo, pelas quais a maioria das empresas adquire esse aprendizado, são inadequadas!! É só verificar o interminável ciclo de reuniões e discussões fúteis!

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Ainda sobre Líderes?

Posted by Sidnei em 30/12/2010

Realmente é um assunto inesgotável. Um dos líderes, mais fascinantes que se pode ver ao vivo é o nosso técnico da seleção brasileira de volei. Sem dúvida, seu curriculo é de fazer inveja a qualquer outro treinador, de qualquer modalidade. Tudo porque ele tem estratégia, visão de futuro, credibilidade, autoridade, sabedoria e a capacidade de reunir isso tudo e coloca-lá em pratica, além sem dúvida, de sua grande energia de líder.

Segue abaixo, uma entrevista publicada no Jornal O Dia dia 20/12/2010. Percebam nas entrelinhas todas as terorias de livros que serão colocados em prática

 
Bernardinho: ‘Os jogadores foram corajosos’

POR ANA CARLA GOMES

Rio – Bem humorado, Bernardinho diz que fala cada vez mais rápido para correr atrás do seu raciocínio e não se perder. E a cabeça do treinador da Seleção masculina de vôlei e da Unilever já está em 2011, quando a Copa do Mundo do Japão será a prioridade. Mas o comandante ainda fala sobre o ano que está acabando. Prestes a receber, hoje, o prêmio de melhor técnico do ano pelo COB, recorda as conquistas da Liga Mundial e do Mundial da Itália. Nesta entrevista ao ‘Ataque’, conta a votação feita com o grupo para saber se deveria ou não poupar alguns jogadores contra a Bulgária, quando o Brasil perdeu e pegou um caminho mais fácil na terceira fase do Mundial.

O DIA: Qual o balanço que você faz de 2010?
BERNARDINHO: Este ano representa o seguinte: expectativas terríveis daqui para frente. Foi um ano de vitórias muito bacanas, de conquistas. Mas temos que pensar o seguinte: como vai ser aceito o segundo lugar? Depois disso tudo, infelizmente, vamos sair do zero a zero no próximo ano. Depois de tantos títulos, poderiam nos dar uma vantagem, né? (risos).

Mas vocês já estão acostumados à cobrança…
É cada vez maior. A única questão que me preocupa é quando a felicidade com a vitória é substituída pela sensação de alívio. Não é bom. É uma coisa que temos que pensar. Não é que você não fique feliz. Você fica. Mas o sentimento é muito mais de alívio do que de contentamento.É uma preocupação. Não pode ser assim. Não quero que os jogadores passem por isso porque não é saudável, não soma para o futuro, é desgastante.

Por tudo o que você passou — cirurgia no pé esquerdo e lesões dos jogadores —, o título do Mundial da Itália foi o mais difícil?
Foi o mais difícil, sim. Tudo o que envolveu o Mundial foi extremamente difícil. Lidar com todas as críticas e pressões… Num certo momento, fiquei com medo de os jogadores ficarem meio acuados com o que estava acontecendo. Mas eles reagiram muito bem. Tive receio de como os caras iriam reagir a tudo isso, porque era pressão de todos os lados.

Depois de dois meses, como você analisa aquele jogo com a Bulgária?
Não comentei antes porque, se eu digo que houve uma votação para saber se jogaríamos com o time completo ou não, e digo que e eu fui voto vencido, eu estaria dizendo: ‘Eu lavo minhas mãos’. Por isso. nunca comentei. O Chico (dos Santos, assistente dele, que trabalha no Vôlei Futuro) deu uma entrevista lá em Araçatuba e comentou isso. Realmente houve uma votação se iríamos com tudo ou se iríamos poupar alguns jogadores. E a maioria muito expressiva era de que não iríamos partir para o risco. Meu voto era outro. Eu fui convencido — e eu digo hoje ainda bem —, de que eles tinham razão. A gente tinha que poupar alguns jogadores. Era o cúmulo. A gente tinha um jogo menos de 48 horas depois e depois teríamos outra partida. Tínhamos jogadores com lesões. O Murilo tinha problema. Será que o Bruno aguentaria? A decisão foi, na minha opinião, inteligente no sentimento de autopreservação, de indignação com tudo o que estava acontecendo, desde o regulamento até todas as pressões sobre o Brasil, especificamente. Os jogadores foram sábios e corajosos.

A votação foi entre jogadores e comissão técnica?
Todo mundo. Mas, apesar da votação e de eu ter tido um voto que não foi da maioria, a responsabilidade é minha. Quem escalou fui eu. Claro que eu tomo a decisão, mas eu quero ouvir os caras, qual é a opinião deles. É o que a gente chama de senso de propriedade, isso aqui não é meu, é nosso. É o nosso time, é a nossa equipe. Eu sou uma peça da engrenagem, eu não sou um ditador.

E você queria colocar todo mundo para jogar?
O que é uma loucura. Faz parte da minha característica obsessiva, completamente irracional, esse sou eu (risos).

E, para 2011, qual é o planejamento? Já decidiu se vai com força máxima ao Pan de Guadalajara?
Tivemos uma reunião aqui no Rio e essa é uma decisão que a gente não fechou ainda. O Pan é muito próximo da Copa do Mundo. Vamos tentar o tricampeonato da Copa do Mundo, que ninguém tem. E não é só essa questão. A Copa do Mundo classifica para a Olimpíada. É fundamental se classificar com antecipação. A prioridade no ano é a Copa do Mundo. Estamos ainda pensando com que time nós vamos.

Como vê a decisão do Ricardinho de que não jogará mais pela Seleção?
Toda decisão de qualquer atleta eu respeito. A minha opinião sobre isso é que nós o procuramos e conversamos. Ele não quis ir à Liga Mundial, quando tínhamos um tempo para trabalhar, avaliar. Depois, achei que não era o momento de colocá-lo rapidamente ali, seria uma coisa meio atabalhoada. Mas não tem nenhum problema. Tenho visto, ele tem jogado bem. Gostaria que essa reaproximação que começou a ser feita continuasse. É um processo, como qualquer relação humana. Tudo pode acontecer. A vida está aí para isso. Quem sou eu para dizer o que vai acontecer amanhã?


Como analisa o início da Superliga pela Unilever?
Tivemos alguns bons momentos. Contra o Mackenzie, demonstramos carência. Não ter a Mari ainda nos traz limitações. Temos a Dani Lins, que, ao mesmo tempo em que chega um pouco cansada do desgaste do Mundial, ainda voltou sem ritmo porque jogou pouco. A Carol Gattaz voltou a sentir o pé. Um parêntese positivo tem sido trabalhar e conhecer a Sheilla. Poucas atletas têm a qualidade humana dela. Ela é espetacular, está sempre sorrindo, sempre bem, é de uma humildade, um altruísmo inspirador. E olha que eu já estou rodado. São poucas pessoas que me comovem assim. Eu coloco numa mão. E ela está ali

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