+ Valores na Administração

Administrando no Século XXI

Toyota ainda é um modelo de Gestão?

Posted by Sidnei em 07/03/2010

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Quem acompanha os noticiários faz exatamente essa pergunta. Todos (sem exceção!) que estudaram administração se depararam com o case: Toyota excelência em gestão, ou ainda aqueles famosos arquivos de Power Point exibindo a fábrica e descrevendo sobre suas práticas administrativas – “Toyota Way”

Em 2008 a Toyota amargou prejuízos enormes com a crise, observando o seu lucro despencar, fechando recentemente US$ 4,4 bilhões de perdas anuais. Mas estou aqui para falar da gestão e não dos números. Na reportagem de 28/02/10, no Globo da Claudia Sarmento, teve como título “Toyota, entre os erros de gestão e o orgulho ferido”, descreve o paralelismo do enorme recall que foi obrigada a fazer, chegando a 8,5 milhões de veículos, com a sua supremacia ímpar de qualidade.

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Os erros foram além dos pedais defeituosos e das acelerações súbitas. Para quem sempre foi conhecida como ícone de inovação tecnológica e eficiência administrativa, o seu presidente Akio Toyoda, foi “obrigado” a solicitar desculpas ao congresso americano pelos erros nos carros. Podemos analisar o seguinte: a Toyota tem mais de 50 fábricas fora do Japão, o que leva a possuir um controle mais rígido na filosofia oriental de qualidade, pois a cultura e o nível intelectual influenciam demasiadamente na qualidade. E vale ressaltar que atualmente, o setor de autopeças é quase todo terceirizado! Só para o leitor verificar, as reclamações dos carros chegaram a Washington, onde ficam os CEO´s, foram repassadas a Tóquio, mas não chegou ao departamento de vendas na Califórnia, nem ao de produção e nem ao de engenharia, em Michigan! As gerências não estavam unificadas. O que aconteceu vocês podem verificar. A seguir alguns pontos que foram fundamentais para que a Toyota deixasse de ser um ícone de Qualidade e se tornasse um case “Não faça isso” (vejam meu relatório na aba Como não fazer ou Nunca faça)

Erro

Descrição

Unificação das informações

A Toyota não analisou seriamente as reclamações recebidas, e não juntou corretamente as informações dos consumidores.

Centralização das decisões

Mais de 50 fábricas da Toyota estão longe do centro decisivo – a Toyota não tem boa estrutura de administração regional. A centralização das informações no Japão atrasou demais a reação da empresa.

Descaso do Feedback do cliente

Há meses os motoristas reclamavam que os freios não funcionavam em determinadas superfícies.

Erros nos testes

O problema no freio do Toyota Prius, não foi detectado pelos testes dos computadores, pois não foi levado em conta situações especificas.

Não contratação de mão de obra

Com a crescente elevação de consumo de mercado (antes de 2008) a Toyota aumentou sua produção, mas as contratações não acompanharam o mesmo ritmo, ou seja, faltou mão de obra especializada para atender a demanda.

Demora na admissão do erro

O presidente da Toyota, Akio Toyoda, demorou duas semanas para aparecer em público depois do estouro da crise.

 

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Empresa

Componentes

Denso

Pedais de acelerador

Painéis eletrônicos

Sensores de airbag

Radiadores

(fábrica no Brasil)

Bodine Aluminium

Cabeçotes e cilindros

Tokai Rika

Volante

Coluna de Direção

Ignição

Alavanca de Câmbio

Toyota Captin

Rodas de Alumínio

CTS Corporation

Pedais de Acelerador (esse foi alvo de Recall)

Componentes Eletrônicos

(fábricas na América do Norte, Ásia e Europa)

Fonte O Globo 28 de fevereiro de 2010 – Economia

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