+ Valores na Administração

Administrando no Século XXI

65 anos, é preciso comemorar?

Posted by Sidnei em 08/08/2010

clip_image002Nessa última sexta-feira, dia 06/08 às 8h15, horário do Japão, no Parque Memorial da Paz, milhares de pessoas fizeram um minuto de silêncio em memória às vítimas, do terrível “Little Boy” que foi cuspido da cloaca do Enola Gay. Estou falando da tragédia acontecida há 65 anos – Bomba Atômica. O horário, foi o momento exato em que a bomba atingiu o solo de Hiroshima. Três dias depois a “Águia” voltaria a soltar outra bomba, agora batizada de “Fat Boy”, sobre a cidade de Nagasaki. Onde 9 dias depois o Japão decretava sua rendição, com isso o fim da Segunda Guerra mundial. Totalizando as duas bombas temos mais de 114 mil vítimas diretamente, sem contar dos efeitos radioativos daqueles vieram a falecer posteriormente.

Apesar do Dr. Openheimer ter afirmado a todos os ventos, após os testes nucleares “Eu sou a morte!”, eu acredito que poderia ter sido muito pior. Existe um fato muito importante na história da 2° Guerra Mundial, que os livros de história não contam, mas está registrada na História Mundial.

Joseph Gleber, nasceu na Alemanha no dia 15 de agosto de 1904, filho de judeus, sofreu muito preconceito na sua infância e juventude. Formou-se em física pelo intituto de Física da Alemanha. Após ter mudado para Viena, estudou medicina e conheceu a jovem Herta Mislooy, com quem casou-se. Dessa união nasceu em 1935 o primeiro filho, Rudolph e em 1936 nasce Kleine. Devido aos seus estudos e conhecimentos na área física, foi chamado para estudar com o cientista italiano Enrico Fermi e Oppenheimer Von Braw, realizando pesquisas na área atômica, com a orientação de Einsten. Obtendo sucesso nas pesquisas, consequentemente chamou a atenção do governo alemão, que convidou uma equipe de cientistas para realizar um estudo de um novo combustível. Justamente nessa época, todo o pais se encontrava sob o domínio e sugestão do 3° Reich. Como era previsto, toda a pesquisa estava sendo realizada por partes, cada cientista tinha uma laboratório, mas nenhum deles sabia dos testes e resultados obtidos do outro cientista. Tudo estava sendo realizado por partes e muito bem monitorado pelos alemães, que tinham muita urgência para que tudo ficasse pronto. Então o Dr. Gleber, começou a desconfiar das pesquisas e decidiu diminuir a velocidade de trabalho, propositalmente estava atrasando o resultado final. O tempo sendo o seu inimigo, então chegou a sua vez, todos os outros cientistas já haviam concluído o seu trabalho, ficava faltando a última peça do quebra cabeça: Dr. Joseph Gleber. A partir desse momento a situação ficou clara para ele, que pôde constatar que tudo aquilo visava a construção da tão sonhada bomba atômica da Alemanha. Mesmo sendo coagido e ameaçado de morte, não só ele, mas toda a família, Dr. Gleber corajosamente, seguindo seus valores morais decidiu que não terminaria sua parte. A conseqüência de sua decisão, terminaria no dia 13 de abril de 1942, onde ele com apenas 38 anos, sua mulher Herta, e seus filhos com 7 e 6 anos respectivamente, foram levados para o forno crematório.

Devido a coragem e a intuição de Joseph Gleber o 3° Reich, não se elevou sobre toda a humanidade, por não obter a tecnologia da bomba atômica – o cogumelo da morte. Fica minha humilde homenagem a esse homem. Na atualidade onde todos falam de destruição, apresento o relato de alguém que fez prevalecer com firmeza a sua decisão. Fica na imaginação de cada um, o que aconteceria se a águia nazista tivesse o poder atômico de destruição.

Sobre Opheimer e as bombas da águia americana, aí… é outra história.

NOTÍCIAS SOBRE OS 65 ANOS DA BOMBA ATÔMICA

clip_image001

Sobrevivente da 1° Bomba

clip_image001[7]

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/o-brasil-e-o-paraiso-diz-sobrevivente-da-bomba-de-hiroshima.html

Quando abriu os olhos, Takashi Morita viu tudo queimado. "Fui arremessado 10 metros à frente. A bomba espalhou no ar. Machucou muitas pessoas, muitos morreram. Era manhã, as pessoas estavam trabalhando, as crianças estavam indo pra escola", conta o então policial militar – hoje dono de uma mercearia em São Paulo – que trabalhava em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, quando a primeira bomba atômica explodiu no mundo. Quem sobreviveu ao inferno, conta que o cenário era de pessoas queimadas, andando com as tripas arrastando pelo chão, a pele pendurada, pedindo água e implorando por socorro.

Hibakushas – como são conhecidas as vítimas que sobreviveram à bomba – vieram para o Brasil e se estabeleceram por aqui.

 

 

 

Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/778795-horror-atomico-de-hiroshima-nao-pode-se-repetir-diz-premie-do-japao.shtml

O Globo – G1

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/08/o-brasil-e-o-paraiso-diz-sobrevivente-da-bomba-de-hiroshima.html

Fotos Históricas

http://g1.globo.com/mundo/fotos/2010/08/veja-fotos-historicas-da-bomba-atomica-de-hisroshima-em-1945.html

New York Times

http://www.nytimes.com/2010/08/07/world/asia/07japan.html?_r=1&hp

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: